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Neto Cury | July 3, 2009-
Independe do navegador, ótimas dicas
Estava lendo o blog do Júnior, ele falava sobre a experiência de uma cidade de Santa Catarina que aboliu o uso de sacolas plásticas, Xanxerê. A ideia é evitar usar as sacolas plásticas para que estas mesmas sacolas não se tornem um enorme problema para seus filhos e netos. Veja o vídeo.
Muitas pessoas dizem que não conseguem deixar de usar as sacolas no supermercado, mas mudamos de namorado (a), até de esposas (os), porque não podemos mudar uma simples e banal rotina de colocar as compras em uma sacola de plástica.
Outra coisa que me chamou a atenção foi um comentário de um proprietário de empresa fabricante de sacolas: “vocês acham sinceramente que isso vai acabar? não sei se isso podemos chamar de ingenuidade ou inocência… talvez burrice seria o ideal….. abraço a todos que usam minhas sacolas, tenho certeza que irão usá-las por muitos anos!” O júnior comentou: “Eu e mais uma montanha de gente continuaremos lutando contra o uso indiscriminado das suas sacolinhas, da minha parte agora com muito mais fervor, obrigado por vir aqui nos dar mais esse estímulo (joão)”. Acho que o João poderia ser eleito a mascote da campanha.
Só quem já andou de barco ou foi pescar e viu tantas sacolas presas em galhos de árvores nas margens do rio, sabem como é triste, só quem já visitou o lixão da cidade e enxerga a imensa quantidade deste material espalhado neste local pode imaginar o tamanho do problema. Ainda é possível mudar, mas se não for rápido, esqueça, será tarde demais.
Lendo reportagem no G1 sobre “pó preto” que a CSN espalhou em Volta Redonda-RJ, lembrei que, mesmo sem morar em um grande centro industrial, sofremos muito com um problema parecido com esse, a fagulha de cana-de-açúcar. Na realidade é a fagulha da queimada da palha da cana-de-açúcar, mas o resultado é horroroso.
Mesmo com proibições ambientais, as queimadas continuam. Os usineiros simplesmente desrespeitam a lei porque não há punição, e nossas casas amanhecem cobertas por fuligem, causando poluição ambiental e piorando a condição de saúde de quem tem problemas respiratórios, ou seja, não há bem algum para todo o mal que causa, não há compensação além dos lucros das usinas.
Entrando nesta questão de “queimada”, lembrei-me do evento recém realizado pela Prefeitura da minha cidade, uma mega festa junina, reunindo todas as escolas municipais e para tanto estava previsto uma grande fogueira pra continuar a tradição… O problema é que a queima foi proibida pelo Promotor do Meio Ambiente da cidade, alegando a lei sobre queimadas…
Engraçado não? O prefeito não pode manter uma tradição de fazer um fogueira, ainda que grande, mas os usineiros seguem impunes… para tanto, pego como exemplo a fogueira mais importante e famosa do Brasil, esta não foi proibida…
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